quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Reportagem

HC testa terapia com cães para tratar crianças autistas

O Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo - em parceria com a ONG Inataa (Instituto de Ações e Terapia Assistidas por Cães) -, está conduzindo um projeto pioneiro no Brasil de terapia experimental para o tratamento de 300 crianças e adolescentes autistas.
O psiquiatra Estevão Vadasz, coordenador do Projeto de Autismo do Instituto, diz que os benefícios dessa técnica estão sendo testados aqui porque seu sucesso já foi comprovado nos Estados Unidos e no Canadá. Esses estudos foram iniciados em novembro e, segundo Vadasz, os resultados são bastante animadores porque alguns pacientes já têm alcançado grandes avanços. Ele diz que, "assim como os cegos têm um cão para guiá-los, os autistas também terão um animal treinado para lhes fazer companhia".
No Brasil, cerca de 1 milhão de pessoas sofrem dos distúrbios provocados pelo autismo, transtorno que acarreta dificuldades de socialização, comunicação e linguagem, além de comportamentos repetitivos.

03/04/2009 10:29

referencia:
site:http://tvterraviva.band.com.br/conteudo.asp?ID=134443
no dia 05/11/2009 as 21:15h.

sexta-feira, 17 de abril de 2009






Einstein: sete ternos idênticos e voz monótona

Segundo pesquisadores ingleses,
Einstein e Newton sofriam de
uma síndrome cerebral

Paula Neiva

Einstein: sete ternos idênticos e voz monótona
O alemão Albert Einstein e o inglês Isaac Newton, dois dos maiores gênios da história da humanidade, provavelmente eram autistas. É o que diz um artigo publicado no Journal of the Royal Society of Medicine, uma das mais prestigiosas revistas científicas da Inglaterra. A hipótese foi formulada por Ioan James, pesquisador da Universidade de Oxford, e validada pelo psiquiatra Simon Baron-Cohen, diretor do Centro de Pesquisa em Autismo da Universidade de Cambridge.

De acordo com esses especialistas, que esmiuçaram as biografias de Einstein e Newton, ambos encaixavam-se no perfil de quem apresenta um tipo de autismo que acomete principalmente pessoas com inteligência acima da média – a síndrome de Asperger, uma doença que passou a ser estudada com maior profundidade a partir da década de 80. Seus portadores não vivem completamente desconectados da realidade, como ocorre no autismo clássico.

Os principais sintomas da síndrome são obsessão por um assunto, reações desmedidas de amor e ódio, dificuldade para interpretar sinais não-verbais, como gestos e olhares, voz monocórdia, rotina repetitiva e uma grande tendência ao isolamento.

Newton, que começou a desvendar a lei da gravidade aos 23 anos, era um sujeito distante, de poucas palavras, e freqüentemente tinha acessos de mau humor. Desde a infância, quando se apaixonava por um tema, ele o fazia com tanta intensidade que se impunha longos períodos de solidão para estudá-lo.

Nessas ocasiões, esquecia até de comer. Os pesquisadores ingleses reconheceram em Newton outros sinais da síndrome de Asperger. Entre eles, o desleixo com a aparência e a mania de reescrever até vinte vezes os seus estudos, sem fazer quase nenhuma alteração de uma cópia para outra.

No caso de Einstein, que formulou a teoria da relatividade aos 26 anos, os sintomas também seriam típicos. Quando criança, ele costumava repetir a mesma frase durante horas e estava sempre sozinho. Mais tarde, na Universidade de Princeton, adotou uma rotina curiosa. Fizesse chuva ou sol, todos os dias, ele e seu único amigo (um matemático neurótico chamado Kurt Göbel) saíam para passear depois de se telefonarem pontualmente às 11 horas. Einstein também tinha uma maneira peculiar de vestir-se. Em seu guarda-roupa, ele mantinha sete ternos. Todos idênticos.

Até sua profunda paixão por música erudita, dizem os pesquisadores, poderia ter relação com a síndrome. "A música é uma forma de ficar independente dos outros", costumava dizer Einstein. Com uma vozinha monótona, como é próprio dos portadores da tal síndrome.

A hipótese de ele e Newton sofrerem da doença não diminui em nada a genialidade de ambos. Afinal de contas, como afirmou o próprio doutor Hans Asperger, um pediatra austríaco, "ao que tudo indica, para ter sucesso na ciência ou na arte, um pouco de autismo é essencial".

Fonte da pesquisa:
http://veja.abril.com.br/140503/p_062.html
Edição 1 802 - 14 de maio de 2003

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Um mundo paralelo



Para entender o autismo, nossa equipe acompanhou a rotina do Dudi, que mora em São Paulo.
Aos 15 anos, Eduardo, mais conhecido como Dudi, tem fascínio por cinema. Godzilla está entre os filmes preferidos.

“Um monstro gigante com uns dotes de tiranossauro, que nasceu a partir de testes nucleares”, diz Eduardo Ho, estudante.

A dificuldade para falar e a forma incomum de Dudi agir chamaram a atenção dos pais quando ele tinha dois anos.

“Ele não se interessava muito por brincar com outras crianças, mesmo com a família, foi aí que a gente percebeu que algo de diferente ele tinha”, diz Helena Ho, mãe de Eduardo.

Só aos quatro anos veio o diagnóstico. Autismo - um distúrbio do desenvolvimento que afeta a comunicação, a interação social e o raciocínio.

“É um conjunto de sintomas que são bem característicos, que a gente vê bem precocemente, sempre antes dos três anos de idade. Pode ser em intensidade maior ou menor, mas as qualidades de alterações estão sempre presentes”, diz Raymond Rosenberg, psiquiatra infantil.

Dudi é o que os médicos chamam de "autista de alto funcionamento" - com pouco comprometimento mental. Um caso complicado de identificar.

“É difícil porque não existe um teste específico que você possa aplicar na criança que te dê um resultado positivo ou negativo da síndrome. Todo o diagnóstico ele é feito observando-se o comportamento da criança”, diz Helena.

Desde pequeno, Dudi está na escola regular.

“Quando ele era menor, a gente tinha muitas vezes que chamar a atenção dele, pra que ele prestasse atenção, porque rapidinho ele dava uma desviada, pra desenho, pra alguma coisa”, diz Adriana Saporito, professora de inglês.

Hoje, ele está entre os melhores alunos de inglês.

“Essas crianças aprendem um bocado, porque elas têm uma memória fenomenal, impressionante, então eles captam. O problema é como é que eles vão poder organizar esse conhecimento”, diz Raymond.

“Línguas ele sabe muito. Sabe muitas, ele tem muita facilidade. Agora você vai explicar pra ele matemática, alguma coisa, aí ele começa, ele fica bravo, aí ele, não, não é assim, daí começa a ficar bravo, a gente fala, calma Dudi, calma”, diz Tamara dos Santos, colega de Eduardo.

Em casa, Dudi faz o que mais gosta.

“É bem fácil de desenhar”, diz Dudi.

A evolução no desenvolvimento de Dudi é resultado do diagnóstico precoce e do trabalho conjunto entre a família, a escola e a instituição especializada que freqüentou na infância.

“À medida que a criança começa a perceber que ela pode produzir, ela vai aumentando o seu repertório e à medida que ela aumenta o seu repertório, ela tenta, ela está a caminho de se normalizar”, diz o psiquiatra.

“O principal eu acho que é a família aceitar que ele é diferente, mas que ele pode ser feliz sendo diferente que ele não precisa ser igual aos outros pra ter uma vida produtiva, pra ter uma vida saudável”, diz Helena.

No papel, as linhas traçam a carreira que Dudi quer seguir.

http://acao.globo.com/Acao/0,23167,GTS0-3776-301541,00.html
Enigma para a medicina

A medicina ainda não descobriu a causa do autismo. Pesquisas internacionais estimam que pode existir um caso em cada 151 pessoas. No estúdio do Ação, o psiquiatra infantil Estevão Vadasz, coordenador do projeto Autismo, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas e também a pedagoga Joana Amália Pinho, que trabalha com autistas há 16 anos.

Zelo pela Educação

A Joana é diretora pedagógica de outra importante instituição especializada em autismo. Na Baixada Santista, litoral de São Paulo, a participação das mães de autistas é intensa e começou pela criação da entidade.

A casa doada por holandeses, em Santos, é sede da Associação de Pais, Amigos e Educadores de Autistas.
Quarenta e cinco alunos freqüentam diariamente as salas de aula.
“Nós temos uma fila de espera muito grande, porque é a única entidade na Baixada Santista que atende especificamente autistas. Crianças, jovens e adultos autistas”, diz Teresa Mejias, presidente da Apaea.

A instituição foi fundada 20 anos atrás, por mães de autistas que não tinham onde educar os filhos. Até hoje, elas se reúnem uma vez por semana - para compartilhar experiências.
“Quando ele entrou aqui, ele usava fralda, parou de usar fralda, ele já não é tão dependente de mim como ele era. Já está usando verbo, já tá usando sujeito porque ele usava tudo na terceira pessoa. Marcelo quer dormir! Eu quero dormir! Agora, pra mim, isso foi um sucesso”, diz Teresa.
“A princípio, a gente tenta fortalecê-los, enquanto sujeitos da sua história, pra que eles também possam se sentir fortalecidos no cuidado com os filhos”, diz Lilian Fontes, assistente social. Amélia não fala e apresenta uma série de outros comprometimentos. O autismo dela só foi diagnosticado aos sete anos.
“A criação da Amélia foi muito difícil, porque ela tem 39 anos, e se agora o conhecimento sobre autismo é muito incipiente, naquela época, há 39 anos atrás, nem sabia o que era isso”, diz Alzira Ventura, mãe de Amélia.

Na hora do lanche, os alunos têm lições de independência.
“Lavar a louça, secar a louça”, diz Derik Santos, 10 anos.
Desde que entrou aqui, há pouco mais de um ano , o desenvolvimento de Laura deu um salto.
Eu gosto de brincar de jogos, eu gosto de brincar de surpresa, eu gosto de brincar no parque”, diz Laura Oliveira, 5 anos.

“Não sei daqui em diante como vai ser, porque a gente não sabe até onde vai o desenvolvimento dela. Porque o autista, ele é uma caixinha de surpresas, você não sabe se ele vai conseguir chegar numa faculdade ou se ele vai conseguir escrever o nome. Ninguém pode prever!”, diz Marisa Neves, mãe de Laura.

“É associação, entre, associação a palavra, a figura, e eles têm condições realmente de formar, eles reconhecem as letras e formam as palavras”, diz Denise de Jesus, pedagoga.

“Eu gostaria muito que nós tivéssemos mais espaço, unidade dois, unidade três, unidade quatro. Inclusive uma vontade que nós temos muito grande, é que tenha a casa do autista, porque quando os pais morrerem, essas crianças vão ficar com quem? Ninguém da família aceita um autista. Ninguém quer ficar com um autista”, diz Teresa.

Noticia Internacional

EUA: jovem autista se destaca em jogo de basquete

Nick Touma jogou alguns minutos, tempo suficiente para acertar um arremesso de longe e emocionar a mãe dele, que registriou o momento.

Uma história que parece um sonho de criança. O menino chamado Nick foi reprovado no teste para o time de basquete da escola. Não é um craque. Mas os colegas tiveram a ideia de convidá-lo para jogar só o primeiro minutinho de uma partida.

Ele aceitou o convite, entrou em quadra e tentou a cesta, mas errou. Acontece que o time dele conseguiu abrir uma vantagem grande sobre o adversário. Aí, Nick Touma ganhou a chance de jogar mais um pouquinho e fez bonito para a emoção da mãe dele.

Lembra até a história de sonho de outro americaninho, em 2006. Jason acertou seis arremessos de três pontos em sequência e fez o time ganhar o jogo de virada em quatro minutos. Foi recebido até pelo presidente naquela época. Além dos arremessos precisos de longe, o que Jason tem em comum com Nick é o fato de ambos serem autistas.

O autismo é uma alteração cerebral que afeta a capacidade de comunicação e de relacionamento com a família e com os amigos, mas são muitos os mistérios do cérebro humano e os do coração também.

19/03/09 - 22h27 - Atualizado em 19/03/09 - 22h27 http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1050765-10406,00-EUA+JOVEM+AUTISTA+SE+DESTACA+EM+JOGO+DE+BASQUETE.html

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Recomendações de filmes sobre Autismo

Esses são alguns filmes que tratam sobre o autismo.



Código para o inferno (Mercury Rising)

Sinopse


Quando uma operação não tem o resultado esperado Arthur Jeffries (Bruce Willis), um agente do F.B.I., se torna bode expiatório e é relegado o segundo plano, sendo usado só em operações de rotina. Mas sua vida tem uma radical mudança quando Simon Lynch (Miko Hughes), um menino de nove anos autista, sem o menor esforço desvenda um "indecifrável" código do governo americano que tinha custado dois bilhões de dólares. Assim, o responsável pelo projeto ordena que este contratempo em forma de criança seja eliminado, mas o agente encarregado da missão mata os pais do garoto (e simula que o marido matou a mulher e se suicidou), mas a criança não é encontrada. Jeffries descobre Simon em um esconderijo e não aceita a versão do "suicídio". Fica claro que querem o garoto morto, ele não sabe quem e nem o motivo, mas decidiu protegê-lo e sozinho, pois não sabe em quem confiar. Outras pessoas são mortas e, se não agir rápido, Simon poderá ser a próxima vítima do chefe de uma agência que está determinado a fazer qualquer coisa para manter seu poder e prestígio.

http://www.interfilmes.com/filme_12921_Codigo.para.o.Inferno-(Mercury.Rising).html


Rain man


Esses são alguns filmes que tratam sobre o autismo.

SINOPSI

Um jovem viaja a asilo a fim de aproximar-se do irmão autista, que não vê desde pequeno, e herdar toda a fortuna paterna sozinho. Em sua viagem de volta, os dois redescobrem antigos sentimentos e passam a viver juntos e sem ressentimentos. Dirigido por Barry Levinson (Mera Coincidência) e com Dustin Hoffman, Tom Cruise e Valeria Golino no elenco. Vencedor de 4 Oscars.
http://www.adorocinema.com.br/filmes/rain-man/rain-man.asp

VEJA O TRAILER DO FILME!